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terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Loteamentos no Iranduba ameaçam meio ambiente e já destruíram Janauari

Denúncia é de engenheiro civil, que cobra ação de órgão estadual de proteção ambiental Amazônia Compartilhar Wilson Nogueira, da Redação do BNC Amazonas Publicado em: 13/01/2026 às 16:55 | Atualizado em: 13/01/2026 às 16:55 Obras de construção civil supostamente irregulares nas margens da estrada AM-70, em Iranduba, ameaçam a vida dos rios, da fauna e da flora. O risco se estende a sítios arqueológicos de importância científica. A rodovia estadual, entre Manaus e Manacapuru, cortando o município de Iranduba, tem 100 quilômetros de extensão, na região metropolitana da capital. Quem faz a denúncia é o engenheiro civil Daniel Sicsú, que exige do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipam) uma rigorosa fiscalização nas obras infraestruturais dos loteamentos apontados por ele. Play Video Leia mais Ministro da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Ricardo Lewandowski Tempo de leitura: 1 min. 13 de janeiro de 2026 Lewandowski deixou pedido com PF para investigar Flávio Bolsonaro Leia mais Onde foi parar foguete da Índia com nanossatélites brasileiros? Amazônia Tempo de leitura: 1 min. 13 de janeiro de 2026 Onde foi parar foguete da Índia com nanossatélites brasileiros? Leia mais Tempo de leitura: 2 min. 13 de janeiro de 2026 “Omar Aziz é o melhor nome na prateleira”, diz superintendente da ZFM Leia mais Ele cita, nominalmente, as empresas Incorporadora Constrói e Avante Negócios responsáveis pelos loteamentos Lacus Residence e Riviera dos Lagos. Ele aponta, no documento, que essas empresas fazem desmatamento ilegal, depositam rejeito de material de construção nos cursos d’água, tornando-os, biologicamente, imprestáveis. Isso implica, segundo Sicsú, na morte da fauna, da flora e da vegetação de igapó, principalmente dos buritizais. Janauari destruído Para ele, o caso mais emblemático de agressão à natureza são os loteamentos mencionados, onde houve o represamento do lago do Janauari, lugar de procriação de peixes, repteis (jacarés, obras, camaleões etc.), aves e microorganismos que atuam para o equilíbrio ecológico da área. Nesse trecho do lago, a área alagada tem ao menos 500 metros, mas em razão de aterramento, sua vazão se reduziu a uma estrutura de concreto de oito bueiros (quatro na base e quatro sobrepostos), deixando a água a jusante parcialmente represada. A abertura vicinal de acesso aos dois loteamentos provoca o assoreamento do igapó, principalmente nas proximidades dos bueiros. O procedimento correto seria dotar o local de uma ponte, para proteger o fluxo da água que corre na direção do Solimões. Outras devastaçōes ambientais Ao mesmo tempo, as denunciadas fazem desmatamento ilegal, sacrificando árvores de grande porte, como a macacu, madeira utilizada na construção civil e no artesanato, e berçário de grandes pássaros, entre os quais, o gavião real, o papagaio e a arara. O lago do Janauari acolhe vários pequenos cursos d’água que estabelecem conexões entre o rio Negro e o rio Solimões. Eles são responsáveis, também, pelo abastecimento de água a comunidades ribeirinhas. Buraqueira Não menos grave da denúncia é o transporte de minerais (barro, areia, cacos de tijolo etc), feito por caçambas pesadas a serviço dos loteamentos, que atravancam as margens da estrada e fazem buracos no asfalto. Os veículos não estariam usando lonas protetoras. “O pavimento destruído, o acúmulo de barro nas laterais e a saída das caçambas dos recuos em velocidade, sem a presença de controlador de tráfego”, coloca em risco a vida dos usuários da AM-70 nesse trecho”, alertou Sicsú. Sítios arqueológicos Estudos realizados pela Universidade São Paulo (USP) e Universidade Federal do Amazonas (Ufam) apontam a existência sítios arqueológicos no município de Iranduba que podem aprimorar os estudos da Amazônia pré-colombiana. Estão catalogados os sítios Hatara, lago do Iranduba, Laguinho e Dona Stella. No Hatara, por exemplo, foram encontrados vestígios (cerâmicas com caretinhas e esqueletos inteiros) da presença humana nessa área há mais de 10 mil anos. Documentação questionada Sicsú ainda afirmou que os dois loteamentos têm documentação questionada no âmbito da Justiça, do meio ambiente e dos organismos de legalização de terras do governo estadual e do governo federal. Entre 2014 e 2017, a própria duplicação da estrada ficou interrompida por ameaçar os sitos arqueológicos da área. Os conflitos de terras na estrada AM-70 se acentuaram logo após o início da ponte sobre o rio Negro, interligado Manaus aos municípios de Iranduba, Manacapuru e Novo Airão, inaugurada em 2011. Os mais frequentes decorrem de venda ilegal de terras públicas e disputas entre moradores e supostos proprietários. Apelo mercadológico Os loteamentos de Iranduba mais próximos da ponte de acesso a Manaus, caso do Lakus e Riviera dos Lagos, atraem os prováveis compradores para uma vida mais próxima da natureza, com os benefícios dos serviços urbanos de última geração. A Incorporadora Constrói, por exemplo, assegura que seus empreendimentos do Km 5 da estadual serão do porte das cidades inteligentes, além de estar localizado a 15 minutos do início da ponte e a 40 minutos do Shopping Ponta Negra, em Manaus. O conceito de cidade inteligente remete à área urbana que usa tecnologias digitais, para conectar seus sistemas de água, energia, transporte e, assim, realizar tarefas eficientes, sustentáveis para atender às necessidades da sua população. O Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci) recomenda que, antes de fechar negócio, o comprador deve certifique-se de que o imóvel pretendido esteja com a documentação em dia. Deve verificar, também, se os serviços oferecidos estão instalados e ajustados às exigências ambientais. Ipaam A assessoria de imprensa do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) informou que as explicações a respeito da denúncia do engenheiro Daniel Sicsú virão por meio de nota oficial do gabinete do governador. O pedido do BNC Amazonas, enviado por e-mail, ainda passará por esse corredor burocrático. A publicação da provável nota será inserida nesta matéria assim que for encaminhada à redação. O Ipaam é responsável pelo licenciamento, fiscalização e monitoramento de atividades que possam poluir e degradar o meio ambiente. Também é gestor do gerenciamento do Cadastro Ambiental Rural (CAR). Fotos: Wilson Nogueira/ especial para o BNC Amazonas Tags am-70 BNC bnc amazonas construção civil desmatamento iranduba Janauari loteamentos meio ambiente Matérias relacionadas Tempo de leitura: 4 min. 13 de janeiro de 2026 Investimentos federais ajudam Lula a recuperar terreno político no AM Leia mais ANS rejeita recurso da Hapvida e manda republicar balanço Tempo de leitura: 4 min. 13 de janeiro de 2026 Hapvida entra em colapso de confiança; ações despencam de novo Leia mais O perigoso desafio do prefeito David Almeida Tempo de leitura: 3 min. 13 de janeiro de 2026 O perigoso desafio do prefeito David Almeida Leia mais Ministro da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Ricardo Lewandowski Tempo de leitura: 1 min. 13 de janeiro de 2026 Lewandowski deixou pedido com PF para investigar Flávio Bolsonaro Leia mais Onde foi parar foguete da Índia com nanossatélites brasileiros? 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domingo, 4 de janeiro de 2026

LEÃO DA VILA MUNICIPAL - Nacional vence Atlético Guaratinguetá-SP, na sua estreia na Copinha Os gols foram marcados no segundo tempo, por Hiago Mendes e Fernando

(Foto: Reprodução) O Nacional estreou com vitória na Copa São Paulo de Futebol Júnior, a Copinha 2026, ao superar o Atlético Guaratinguetá-SP, pelo placar de 2 a 0, na tarde deste sábado (4), em jogo realizado no estádio Dario Rodrigues Leite, em Guaratinguetá. Os gols da partida foram marcados por Hiago Mendes e Fernando. Os dois times tiveram boas chances ao longo da partida, mas o Nacional apresentava as melhores oportunidades, e foi premiado com os gols que marcaram a vitória na estreia. O primeiro gol do jogo saiu aos 15' minutos do segundo tempo, de pênalti, assinado por Hiago Mendes, que mandou uma bomba à direita do goleiro, mas sem dar chances ao defensor. Mesmo à frente no placar, o Nacional se manteve com postura de ataque, buscando ampliar o placar e contendo as ameaças do adversário. Assim, aos 51 minutos do 2⁰ tempo, após jogada bem trabalhada de Guilherme de La Torre, que levou a melhor na jogada individual, clareou e bateu, para a defesa do goleiro, mas, no rebote, Fernando chutou forte e acertou o fundo do gol, para matar a partida. O próximo confronto do Nacional será contra o Juventude, na quarta-feira (7), às 12h (de Manaus). Plano bem-sucedido Após a partida, o técnico Denis Augusto falou sobre a vitória do time, destacando que não foi fácil a conquista do resultado: "O jogo foi muito truncado no primeiro tempo. Estreia, teve aquela ansiedade, aquele nervosismo... Primeiro jogo da competição. A equipe deles competiu bastante e a gente conseguiu igualar nisso daí. Aí quando a gente consegue colocar um pouco de técnica na partida, a gente consegue sobressair um pouco mais sobre eles", explica. Para o treinador, o diferencial do Leão da Vila na partida foi o plano montado para o jogo, que deu certo: "Conseguimos executar tudo o que a gente planejou para esse jogo e, graças a Deus, conseguimos a vitória. Esses dois gols foram muito bons para a gente, e agora é quarta-feira um jogo dificílimo de novo, o Juventude, e que a gente possa conseguir a classificação nessa partida", finaliza Denis. Sobre a Copinha 128 equipes, divididas em 32 grupos, fazem parte da edição 2026 da Copinha. Apenas os dois melhores times de cada chave se classificam para a próxima fase. A grande final da competição será no dia 25 de janeiro, no estádio do Pacaembu (SP). O Nacional integra o grupo 21, que além do Leão da Vila e do Guaratinguetá, é composto também pelo Juventude e pelo São José-SP, próximos adversários do time amazonense. gente planejou para esse jogo e, graças a Deus, conseguimos a vitória. Esses dois gols foram muito bons para a gente, e agora é quarta-feira um jogo dificílimo de novo, o Juventude, e que a gente possa conseguir a classificação nessa partida", finaliza Denis. Sobre a Copinha 128 equipes, divididas em 32 grupos, fazem parte da edição 2026 da Copinha. Apenas os dois melhores times de cada chave se classificam para a próxima fase. A grande final da competição será no dia 25 de janeiro, no estádio do Pacaembu (SP). O Nacional integra o grupo 21, que além do Leão da Vila e do Guaratinguetá, é composto também pelo Juventude e pelo São José-SP, próximos adversários do time amazonense.

Por que é fundamental reeleger Lula em um momento de agressão à América do Sul

 

Presidente Lula durante entrevista coletiva à imprensa
Presidente Lula durante entrevista coletiva à imprensa

Por que é fundamental reeleger Lula em um momento de agressão à América do Sul

Mais do que nunca, o Brasil necessita de liderança à altura do momento. Este líder é Lula

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Em uma ação grave, cujos detalhes ainda suscitam inúmeras interrogações, forças dos Estados Unidos sequestraram, na calada da noite, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, sua esposa, Cilia Flores, e um de seus filhos, levando-os para Nova York.

O ato unilateral, de caráter beligerante, ocorreu em meio à mais flagrante ilegalidade. Foram violadas leis, tratados e protocolos, assim como as normas dos organismos internacionais que deveriam assegurar a inviolabilidade da soberania nacional e a proteção aos chefes de Estado.

Ainda não se conhece a exata dimensão das consequências práticas dessa intervenção, realizada no mais arrogante estilo imperialista. É inevitável reconhecer, contudo, que ela revive o pior da chamada Doutrina Monroe, segundo a qual os Estados Unidos outorgam a si próprios, por uma espécie de mandato que se pretende divino, o direito de intervir, a seu bel-prazer, em qualquer país da América Latina e do Caribe.

O pretexto dessa invasão, seguida de rapto, não poderia ser mais falso. Como prova da inexistência de um motivo legítimo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recorreu a mais uma fabricação da máquina de propaganda de guerra sediada em Washington. É de conhecimento geral que Maduro não foi capturado por envolvimento com narcotráfico ou acusações semelhantes, mas porque simbolizava a revolução bolivariana, responsável pela nacionalização das reservas de petróleo venezuelanas, as maiores do mundo, retirando-as do controle estadunidense. Trump, de forma explícita, busca se apropriar desse tesouro subterrâneo.

Sequestro e espoliação. A esse cenário de verdadeiro colapso se resume a ordem internacional sem leis, consagrada pela ação de Trump em Caracas. Evidentemente, este 3 de janeiro inaugura um período instável e ameaçador na fronteira do Brasil, em pleno território sul-americano e caribenho. A região torna-se alvo direto de uma ofensiva que visa desestabilizá-la, lançando-a em um contexto sem parâmetros nem limites.

O Brasil, por suas dimensões, riquezas e interesses estratégicos, encontra-se sob ameaça. O recente zigue-zague nas relações entre Washington e Brasília não inspira tranquilidade. Após o sequestro de Maduro, a reação de Lula e do Itamaraty foi exemplar. De maneira firme, o governo brasileiro repudiou a ação estadunidense e defendeu a paz e o diálogo. O Itamaraty, com rapidez, reconheceu o governo constitucional agora exercido pela vice-presidente Delcy Rodríguez, que, além de exigir a libertação de Maduro, promete dar continuidade ao ideário da revolução bolivariana.

As interrogações estendem-se, naturalmente, à possibilidade de interferência dos Estados Unidos nos assuntos internos do Brasil, a exemplo do que acaba de ocorrer com o país vizinho. Mais do que nunca, a nação necessitará de firmeza e capacidade de diálogo para defender suas eleições e sua soberania. Nesse contexto, ressalta-se ainda mais a importância de Lula, como estadista experiente e como candidato capaz de salvaguardar os interesses nacionais em um momento tão desafiador. O espectro do passado recente ameaça, de novo, assombrar o país. Mais do que nunca, o Brasil necessita de liderança à altura do momento. Este líder é Lula.

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terça-feira, 25 de novembro de 2025

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segunda-feira, 24 de novembro de 2025

PRISÃO DE BOLSONARO - Tornozeleira, solda, vigília: entenda detalhes 24h após prisão de Bolsonaro


O ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que queimou tornozeleira com ferro de solda “por curiosidade”  • Reprodução
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A ordem de prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi emitida na madrugada de sábado (22), após ser constatada uma tentativa de violação de sua tornozeleira eletrônica com o uso de um ferro de solda. O pedido de prisão foi feito pela PF (Polícia Federal) e determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

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Conduzido pelos agentes federais no início da manhã de sábado, o ex-presidente está preso desde então em uma sala na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Ainda neste domingo (23), Bolsonaro passará por audiência de custódia.

Primeira Turma do STF marcou para a próxima segunda-feira (24) o julgamento virtual para analisar a prisão preventiva. Os magistrados terão das 8h às 20h para votar se referendam ou não a decisão de Alexandre de Moraes.

Entenda a prisão em cinco pontos:

Violação de tornozeleira

Dois fatos principais motivaram a determinação de Moraes: uma vigília convocada na sexta-feira (21) pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em frente ao condomínio do ex-presidente, e a violação da tornozeleira eletrônica utilizada pelo ex-chefe do Executivo.

A PF argumentou no pedido de prisão o possível risco concreto de fuga e ameaça à ordem pública. A solicitação foi enviada ainda na noite de sexta com a justificativa de que a concentração de apoiadores para a vigília tinha potencial para se estender por dias.

Às 0h08, o Cime (Centro Integrado de Monitoração Eletrônica), ligado à Seap (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal), comunicou Moraes sobre a tentativa de violação da tornozeleira, que precisou ser trocada.

Às 1h35 o procurador-geral da República, Paulo Gonet, foi acionado e assinou parecer informando que a PGR (Procuradoria-Geral da República) não tinha oposição ao pedido da PF sobre a prisão. Moraes determinou a prisão ainda de madrugada.

Na tarde de sábado, Moraes retirou o sigilo de um vídeo que mostra a tornozeleira danificada. Ao fundo, é possível ouvir Bolsonaro admitir que utilizou ferro de solda para queimar o equipamento. Ele afirma no vídeo que começou a aplicar ferro de solda sobre a tornozeleira "no final da tarde" de sexta-feira (21).

Segundo ele, a ação foi motivada por "curiosidade". Questionado, negou ter tentado romper a pulseira do equipamento.

Relatório da Seape-DF enviado ao STF registra que seu centro de monitoramento havia gerado um alerta indicando "violação do dispositivo".

De acordo com a Seape, o equipamento tinha "sinais claros e importantes" de avaria, com "marcas de queimadura" no local de encaixe e fechamento do dispositivo. Agentes não identificaram avarias na pulseira da tornozeleira.

"A informação constata a intenção do condenado de romper a tornozeleira eletrônica para garantir êxito em sua fuga", disse Moraes em sua decisão.

O ministro deu prazo de 24 horas para que a defesa de Bolsonaro explique a violação na tornozeleira. Para aliados do ex-presidente, ele estava em "surto" quando decidiu danificar o equipamento.

Vigília por Bolsonaro

A decisão de Moraes pela prisão preventiva relaciona a violação da tornozeleira com uma vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nos arredores do condomínio onde seu pai cumpria prisão domiciliar.

Segundo o ministro, houve, na realidade, uma "convocação de manifestantes disfarçada de 'vigília' pela saúde do réu Jair Messias Bolsonaro". Ele argumentou que a violação do equipamento representava "altíssimo risco para a efetividade da prisão domiciliar decretada" e para a "efetividade da lei penal", o que facilitaria uma eventual fuga do ex-presidente.

Mesmo após a iniciativa ter sido citada na decisão de Moraes, o senador, primogênito do ex-presidente, manteve a vigília pela saúde de Bolsonaro e reforçou a convocação de apoiadores em uma transmissão ao vivo nas redes sociais.

Inicialmente, Flávio divulgou a vigília na manhã de sexta-feira (21), convocando uma corrente de orações pela saúde do ex-presidente. Mantida após a prisão, a vigília foi realizada próxima ao condomínio onde Bolsonaro reside.

O ato teve a participação de parlamentares aliados, além de outro filho do ex-chefe do Executivo, o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ). No local, Flávio conversou com jornalistas e reforçou críticas à decisão de Moraes e ao que chamou de "fundamentação esdrúxula" do ministro por ter citado a vigília como embasamento para a prisão.

Realizada em local público, a vigília contou com um carro de som e orações conduzidas por pastores. O ato durou pouco mais de uma hora e terminou em confusão após um discurso a favor da prisão de Bolsonaro.

Um homem que se identificou como pastor Ismael Lopes fez pregações e responsabilizou o ex-presidente pelas mortes da pandemia da covid-19. Ele deixou o local sob empurrões e xingamentos de apoiadores do ex-presidente.

Condução à PF

A Polícia Federal chegou ao condomínio de Bolsonaro por volta das 6h da manhã. O ex-chefe do Executivo foi conduzido em viaturas descaracterizadas. Moraes determinou que a prisão ocorresse sem algemas e sem exposição ao ex-presidente.

Bolsonaro foi então levado à superintendência da PF, onde desembarcou por volta das 6h35. No local, foi submetido a exame de corpo de delito no INC (Instituto Nacional de Criminalística) da PF. A tornozeleira foi retirada após a prisão. Bolsonaro estava sob uso do equipamento desde 18 de julho deste ano.

Na sede da PF, o ex-presidente foi alocado em uma cela especial em uma sala privativa composta por banheiro reservado, cama, televisão, frigobar, ar-condicionado e uma mesa de trabalho.

O ambiente é uma sala adaptada, semelhante ao espaço que abrigou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entre 2018 e 2019, em Curitiba (PR).

Prisão domiciliar e saúde

O ministro Alexandre de Moraes negou ainda no sábado o pedido da defesa de Bolsonaro para conceder prisão domiciliar humanitária.

Na sexta-feira (21), os advogados protocolaram um pedido para que a pena a qual Bolsonaro foi condenado na trama golpista (27 anos e três meses de prisão) fosse automaticamente convertida em prisão domiciliar, ou seja, que a pena definitiva em regime fechado fosse, na verdade, cumprida em casa.

O mandado de prisão preventiva expedido neste sábado (22), porém, determina que Bolsonaro permaneça na Superintendência da Polícia Federal até que ocorra o trânsito em julgado da condenação.

Entre os principais argumentos da defesa está a saúde debilitada de Bolsonaro. Os advogados apresentaram nove exames e um relatório médico para tentar manter a prisão domiciliar. Eles alegam que a prisão de Bolsonaro em uma penitenciária pode representar "risco à sua vida" e pode gerar "graves consequências" no seu quadro de saúde.

Apesar de negar o regime domiciliar, Moraes determinou a disponibilização de atendimento médico em tempo integral Bolsonaro na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. A defesa do ex-chefe do Executivo também aguarda decisão sobre pedido de autorização para que Michelle Bolsonaro e os filhos do ex-presidente possam visitar Bolsonaro na prisão.

Bolsonaro estava em prisão domiciliar há mais de 100 dias. A condição foi determinada por Moraes em 4 de agosto. Ele teve a prisão domiciliar decretada após descumprir uma série de medidas restritivas, no âmbito do inquérito que apura a atuação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) contra o sistema Judiciário. Nesse processo, o filho do ex-presidente foi denunciado pela PGR.

Ação penal do plano de golpe

A prisão de Bolsonaro decretada no sábado é uma medida preventiva. Ainda não houve execução da pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado contra o ex-chefe do Planalto. Ele foi condenado pelo STF em 11 de setembro e o processo ainda está na fase final de recursos.

prazo de cinco dias para o último recurso da defesa do ex-presidente e outros seis condenados do chamado “núcleo crucial” foi aberto na terça-feira (18). Após essa etapa, prevista para se encerrar na noite de segunda-feira (24), o processo pode ser concluído – o chamado transitado em julgado – e o ministro Alexandre de Moraes deve determinar a execução da pena.

Pelo mandado de prisão expedido, Bolsonaro permaneça na Superintendência da PF até que ocorra o trânsito em julgado da condenação. Quando o início da execução da pena for autorizado, Moraes poderá reavaliar o local de cumprimento – se será na própria sede da PF, no Complexo da Papuda ou em regime domiciliar.

Loteamentos no Iranduba ameaçam meio ambiente e já destruíram Janauari

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