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quarta-feira, 29 de abril de 2020

Portal flagra tartarugas desovando na praia da Ponta Negra

TARTARUGAS APARECEM NA PRAIA DA PONTA NEGRA EM MANAUS FAZENDO NINHO



Um grupo de amigos encontraram no final da tarde da última terça-feira (28/04) na Praia da Ponta Negra, zona Oeste de Manaus um bando de tartaruga fazendo covas (ninho) para colocar ovos no local.

A cena chamou atenção dos jovens que estavam passeando pelo local. A Ponta Negra, está com a praia interditada desde o dia 22/3. A medida é parte das determinações do prefeito Arthur Virgílio Neto para estimular o isolamento social e proteger a população do contágio pela doença do Covid-19. A interdição foi alinhada entre a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e o Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb).

Na sexta-feira (24/04) foi flagrada pelo o guarda municipal Adriano Gomes, um Bicho Preguiça passeando pelo o calcadão da Ponta Negra. Na segunda-feira (27/04) outro guarda municipal encontrou na beira da praia um Arraia. 


Tartaruga da Amazônia

A tartaruga da amazônia é um quelônio de água doce da família Podocnemididae e que vive no Rio Amazonas e seus afluentes, também conhecida como jurará-açú, araú, capitaris e aiuçá. É considerada o maior quelônio de água doce da América do Sul ocorrendo na Colômbia, Venezuela, Guianas, Brasil, Peru, Equador e Bolívia. No Brasil, ocorre em todos estados da região Norte e nos estados de Goiás e Mato Grosso, assim como na região Centro-Oeste. Pode chegar a 90 centímetros de comprimento e pesar até 75 quilos.

Apesar de ser conhecida como tartaruga, na realidade, a Podocnemis expansa é um cágado, pois quando precisam esconder a cabeça, ela é dobrada lateralmente para dentro do casco, o que difere das tartarugas e dos jabutis que retraem o pescoço verticalmente para dentro do casco. A tartaruga-da-amazônia é caracterizada pela presença de casco ósseo, de forma oval, coberto por placas córneas e a presença de manchas escuras regulares na carapaça com cores pretas, alaranjadas ou marfim. As patas são curtas e apresentam cinco unhas nas anteriores e quatro nas posteriores, sendo muito potentes. A cabeça é achatada e possui desenhos no rosto que funcionam como uma impressão digital e não se repetem de um indivíduo para o outro. Esta característica em especial é importante para estudos que fazem o acompanhamento da tartaruga-da-amazônia, pois estes desenhos permitem identificar cada indivíduo.

As fêmeas normalmente são maiores do que os machos. A espécie possui um único período reprodutivo anual. O período da desova começa em setembro e termina em dezembro. Após encontrar o local ideal para a desova, elas ficam em repouso no leito do rio durante quatro a cinco dias observando a praia de dentro da água e fazendo visitas ao local durante a noite para reconhecer os possíveis pontos de abertura da cova e formação dos ninhos.


A oviposição pode durar até quatro horas e ocorre geralmente no período da noite, mas eventualmente podem ocorrer pela manhã, como observado nos rios Xingu e Trombetas, no estado do Pará. São depositados de 50 a 300 ovos que são cobertos com areia pelas fêmeas após concluir a desova. Os ovos são redondos e de casca flexível e eclodem após 40 a 80 dias de incubação. Assim como em outras espécies de quelônios, a temperatura é um fator ambiental importante para a determinação do sexo da tartaruga-da-amazônia, onde temperaturas mais elevadas no ninho resultam em um maior número de fêmeas e temperaturas mais baixas resultam em mais machos eclodindo dos ovos.

A principal ameaça à existência da tartaruga-da-amazônia ainda é o homem, pois embora a captura de adultos e a coleta de ovos de quelônios seja proibida pela legislação brasileira, essa é uma prática comum na Amazônia ainda nos dias de hoje. A implantação de hidrovias e reservatórios de usinas hidrelétricas também contribui para a perda e fragmentação do habitat deste animal na natureza.
Po

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